28 de ago. de 2025
25 de ago. de 2025
Para querida poeta amiga ZzCouto
Com imensa tristeza, comunicamos o falecimento da querida amiga poetisa ZzCouto.
15 de mar. de 2025
SER POETA Rita Rocha / SER POETA É... Ary Franco
SER POETA
Rita Rocha
Ser poeta é ter na alma o alento
de captar toda sorte de sentimento
quer seja alegria, ou infelicidade
sejam próprios ou sem identidade.
É seguir o infinito, como a um
condor
e sentir no fundo d´alma a dor do
amor.
Tal qual chama que queima ardente
que arde dentro do peito e a
mente.
É ser humano, mesmo sendo
insano
é ter um amor quase profano
gostar da vida, pensando na morte.
É não temer nenhuma sorte.
é ter um sofrimento quase
sobre-humano
e jogar nas rimas todo desengano.
SER POETA É...
Ary Franco (O Poeta Descalço)
Sonhar quando
acordado
Amar mesmo sem ser
amado
Em meio à mata achar
caminhos
Só de flores, olvidando os
espinhos
Falar pelo próprio
coração
Achar luz na escuridão.
Ter como companheira a
inspiração
Mormente quando em
solidão
Arrancar do luar sonetos
apaixonados
Formando mil casais
enamorados
Ver estrelas em noites
chuvosas
Fazer versos e prosas sobre rosas.
Despertar em todos um sonho
maior
Em poemas, um romance
melhor.
Ver na lágrima um sinal de
alegria
E dela poetar uma linda
fantasia
Saber entender e falar do verdadeiro
amor
Pois brota ele na sua veia poética com renovado ardor.
Artes Rita
Rocha
28 de fev. de 2025
COISAS DE CARNAVAL - Ciducha
COISAS DE CARNAVAL
Coisas de Carnaval
São tantas vozes juntas
Clamando por alegria
Cada qual com sua fantasia
Acenando bandeirolas
Esse é o cenário na avenida
Quantos lá estão
cantando e espantando solidão!
Logo mais essa euforia
vai acabar voltando ao normal
Uma quarta cheia de cinzas
está esperando...
Acabou a folia
Adeus Carnaval!
SOM DA CUÍCA - Adelia Mateus
19 de fev. de 2025
VÉNUS NO MUSEU DO LOUVRE -Mário Matta e Silva
VÉNUS NO MUSEU DO LOUVRE
Rasgou milénios da fama
num obscuro helenismo perdida
Vénus de Milo, sem braços, nos chama
património de beleza por mãos esculpida.
No Museu do Louvre, por gerações
entre pilares de força arquitectónica
- base, fuste e capitel, ornamentações -
a admiramos de forma platónica.
Inserida no Gótico, esbelta arquitectura
em templos, museus, tanta escultura
respirando clássicas odes d’amor.
Mulher-êxtase, nos escombros encontrada
ideal profano de divindade alada
um voltar à fábula, poético clamor.
12 de janeiro de 2025
MÁRIO MATTA E SILVA
Arte
Marilda Ternura
Imagens internet
NÃO PARE! - Rose Arouck
ROSE AROUCK
( A Poeta Trovadora )
Coloque na cara um sorriso
incentivando a encarar a vida
segurando a esperança perdida
com muita aconchego e amor.
Não se importe com a trapaça
nesse mundo tudo passa,
acredite, temos o nosso valor.
Não desista dos seus sonhos,
eles um dia se realizarão
e você vai correr atrás de outros.
Se alguém está passando rasteira,
se intrometendo como ave agoureira,
pense alto, pense forte, paralisadas serão
pelos ventos antigos da própria decepção.
É assim que a vida é feita...
Não pare! Não pare!
Não pare de sonhar...
Não devemos ter receio
o homem é produto do meio
não podemos nos amofinar.
Se puder inove, renove
mas persiga o que sonhou.
não abandone tudo que idealizou.
Abrace a vida, seja atrevida
e nunca dê vez a tristeza;
você é e será sempre uma vela acesa...
Basta focar sempre adiante...
Eu sempre tento e vou sempre avante;
sei que um dia hei de encontrar-me
e desatarei o nó que agora parece entrave
Peço perdão - Eugénio de Sá
( sextilhas
)
Peço
perdão
Eugénio de
Sá
Peço perdão aos
versos meus, exaustos
palavras que hoje
brotam dos socalcos
de degrau em
degrau, desiludidos.
Versos que outrora
me surgiam breves
nas dobras das
venturas que eram leves
que me foram
pesando nos gemidos.
Peço perdão
aqueles que me vão lendo
e que aos poucos
se vão apercebendo
que esta alma que
escreve está doente.
Os que comigo vão
sentindo as dores
que
lêm nos sofridos dissabores
entrelinhas ocultos, mas latentes.
Peço perdão ao
Deus que me criou
e, tal como eu,
não sabe aonde vou
no desbocado arfar
de mil andanças.
Vou - talvez
desvairado - por caminhos
que me
fazem tombar em desalinhos
perdido de
destinos e paranças.
Peço
perdão aos ventos do destino
que me fadaram
calhado pro atino
mas que
eu traí, omisso da razão.
Retorna a
mim, poesia redentora
invade-me de ti,
que és sonhadora
e apazigua-me esta inquietação.
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4 de jan. de 2025
Na Rua do Silêncio - João Azevedo
3 de jan. de 2025
OS QUATRO ELEMENTOS - MÁRIO MATTA E SILVA
OS QUATRO ELEMENTOS
TERRA
A Natureza e os seus elementos
Contados agora por resistentes
Observações básicas, incoerentes;
Mais de quatrocentos milhões d’anos
Onde primatas deixaram suas pegadas
Evolução, virgem ou arável, desmatadas;
Neves, frutos, flores matizadas, vulcões
Dunas, serras, planícies, planaltos
Mais tarde geometria urbana, asfaltos.
ÁGUA
Oceanos, rios, ribeiros, lagos, cascatas
Ondas calmas ou bravas, espumadas
Por frágeis canoas, caravelas, sulcadas;
Circum-navegação épica, horizonte
Linha fluida, luminosa e flutuante
De armadores, marinheiros, viajantes;
Bebível quando pura, saudável,
Expansiva e esférica, azul-turquesa
Audazes migrantes, farol, fortaleza.
AR
Suspensão, oxigénio (ir) respirável
Azas, balões, ventos uivantes
Planando, voando, inconstantes;
Ninfas e flamejar de velas
Ou de bandeiras, cristais esplendores
Borboletas ou monstros adamastores;
Nuvens, um sopro ou vendaval
Redemoinhos soltos, desvairados
Alísios, vendavais, tornados,
FOGO
No cozinhar alimentos, descoberta
Primária na pré-história, antiguidade
Floresta ardendo, cruel verdade;
Montanhas impuras babando lava
Recriação de incêndios e fogueiras
Em pleno inverno lareiras;
Roma a arder, impérios do mal
Aquecimento global, cósmico
Labaredas e fumaça no ar tóxico.
Lisboa, 29 de dezembro de 2024
MÁRIO MATTA E SILVA
30 de dez. de 2024
Velhas e novas esperanças! - Ciducha
Velhas e novas esperanças!
29 de dez. de 2024
22 de dez. de 2024
FELIZ NATAL - Jorge Humberto
(pra todos nós)
14/12/24
Essa árvore sem igual,
que eu ergui
com muita delicadeza,
celebra o Natal -
para mim e para você
sentados à mesma mesa.
…
Se bem repararem nela
- coberta de luzes
enfeitada a seu jeito -,
é como estar dentro dela
(azevinhos e urzes)…
Dorme, Menino…, em teu leito.
* Por decisão do autor, o texto está escrito de acordo com a antiga ortografia.
Natal Jesus - Eugénio de Sá
Eugénio de Sá
Com pinhas e enfeites decorado
Descreve-se um Natal cheio de amor
Porque nos corações corre o calor
Correndo o mel nos corpos saciados
Mas o Natal é muito mais que festa
Nele invocamos o dia em que nasceu
O que por nós viveu e padeceu
Os desígnios do Pai na Sua gesta
Cristo menino em branduras deitado
Quem se esqueceu de ti, meu pequenino
Berço de pobre em mirras derramado?
Quem te aviltou o gesto, Bom Jesus
Só busca o vil metal e não o cerne
Da mensagem d’amor da tua luz
NATAL INESQUECÍVEL - Ciducha
Lembranças tantas
vivas na minha mente
esperando ansiosa
a noite de Natal!
a ceia rodeada de tantos amores...
Abrir os presentes.
Sempre uma surpresa, que emoção!
Saudades desse tempo
Do meu tempo criança
Em que tudo acreditava
até que Papai Noel existia!
FELIZ NATAL! - ROSE AROUCK